Ingredientes incluem literatura, opinião, computação, poesia, música. Pode conter traços de política e outros intensificadores de sabor. Alérgenos: contém verdade e sentimentalismo.
quarta-feira, 28 de julho de 2021
terça-feira, 15 de junho de 2021
O fim inacabado de uma vida interminável
Pare o que está fazendo agora. Esqueça-se dos planos que tinha para hoje à noite, e venha até mim escrever o que sente. Faça a única coisa que realmente sabe fazer, e coloque-se numa vitrine repleta de frases soltas, textos soltos, pedaços desconexos, jamais finalizados. Observe os livros de sua estante, todos com marca-páginas em posições mais ou menos intermediárias, todos eles. Note as folhas de sulfite da gaveta, um amontoado carente de conclusões. Os arquivos pela metade, as ideias nunca polidas, as sentenças sem ponto final. O oceano sem fim de fins inalcançados. Vê um padrão na incompletude de sua vida?
segunda-feira, 31 de maio de 2021
A solidão partilhada de Death Stranding
Eu escrevi aqui pela última vez há mais ou menos um mês e meio, mas parece que foi há tanto tempo... Muito me aconteceu desde então. Depois de quase quatro anos, voltei a ter episódios de bastante ansiedade, e fazer coisas simples que não me eram nenhum esforço agora pareciam tarefas bem árduas. Pouco consegui fazer de minhas semanas, senti-me tão sozinho quanto há três anos, alguns meses antes de começar este próprio blog. Uma das poucas coisas que ainda me divertia eram os jogos, e eu estava para jogar um que tinha dividido com meu amigo Murilo uns meses atrás. Foi o que fiz. Devo dizer, depois de setenta horas jogadas, que Death Stranding foi um dos melhores jogos que joguei nos últimos tempos, não apenas pelo jogo em si, mas também por ter me servido como maior companhia nessa época de incertezas, medos e solidão por que passo. Justamente por isso, apesar de o jogo ser muito bom em vários aspectos, eu decidi focar nos principais que me cativaram: a narrativa solitária e a ambientação melancólica (mas não tanto assim). Já aviso, como o jogo é de 2019 e eu quero muito falar em detalhes, tem spoiler por toda a parte.
sábado, 17 de abril de 2021
Posfácio #6 — Metodologia de Pesquisa para Ciência da Computação
O livro da vez é um pouco diferente dos que eu costumo resenhar aqui, mas, como o blog também se trata de computação, e como foi uma experiência incomum para mim lê-lo, acho que vale a pena trazê-lo para cá. A propósito, é possível que mais desse gênero façam uma aparição, eu estou numa fase mais "estudantil" de leituras, digamos assim.
- Crítica anterior: Matadouro-Cinco
Metodologia de Pesquisa para Ciência da Computação
Sinopse:
sábado, 13 de março de 2021
Pós-créditos #4 — Clímax
Parece que o espírito de crítico realmente voltou; além dos livros, agora também os filmes voltam a ser tema de escrita aqui no blog (já faz quase um ano desde a última vez, na qual falei do incrível indie Faults). O hiato se quebrou por um motivo muito simples: assistir a este filme foi uma experiência inesquecível, no sentido mais literal da palavra e não necessariamente com conotações secundárias sobre sua qualidade. Um filme que vi há menos de doze horas e já vim correndo para cá falar sobre ele.
- Crítica anterior: Faults
Clímax
Ficha técnica
Sinopse
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
Posfácio #5 — Matadouro-Cinco
Estive ausente das resenhas literárias por um bom tempo, mas hoje retorno com uma verdadeira bomba (quase literalmente). Há muito o que se dizer hoje, então vamos falar de um dos livros que mais me matou por dentro. É assim mesmo.
- Crítica anterior: O Homem Duplicado
- Crítica seguinte: Metodologia de Pesquisa para Ciência da Computação