segunda-feira, 3 de agosto de 2026

hot cues — 7/26


Mais uma vez, os interesses se conectaram: parece que a última publicação de recomendações musicais agradou a muitos de vocês, tanto os que já eram leitores do blog quanto os que conheceram através do alter ego de discotecagem. E, na verdade, eu já venho há um tempo considerável pensando em trazer conversas musicais aqui para o blog: sobre mixagem, arranjos e, é claro, músicas e artistas nos quais me espelho e cujos trabalhos me trazem inspiração. É uma pena que o formato escrito talvez não seja o mais eficaz para se abordar determinados assuntos, pelo menos não da forma como eu idealizei originalmente. Vídeos seriam uma boa, mas não sei se tenho tempo e dedicação suficientes no momento para fazer isso com qualidade — nos textos, pelo menos, eu me garanto.

Sendo assim, considerem estreado um novo quadro no blog, o hot cues! De tempos em tempos, vou selecionar algumas das coisas que andam frequentando os meus fones de ouvido — álbuns, EPs, compilações... enfim, música de todos os gêneros (dentro das minhas limitações subjetivas de ouvinte) —, trazendo as minhas impressões e os porquês de aqui estarem, e dessa vez coloquei widgets para que vocês possam ter uma prévia! Recomendo ler o texto ouvindo, por sinal: foi a forma como eu escrevi e acho que pode acrescentar bastante à experiência de vocês. O motivo para o nome se deve ao fato de ser uma ferramenta usada no mundo dos DJs, e um DJ é, antes de tudo, um colecionador de um grande acervo, e também um selecionador desse acervo para apresentar ao público uma ideia, uma história sonora. Tudo que possa ser interessante e, com frequência, diferente. Eu também adoraria ouvir a opinião de vocês e suas recomendações, afinal, a música é um diálogo constante entre aquilo que conhecemos e aquilo que ainda estamos por conhecer. Boa leitura e boa escuta para todos!

Ye Gods — Black Moon (2025)



Ye Gods é o projeto de Antoni Maiovvi, que funde elementos de diversos gêneros como techno, drone, e noise, cuja amálgama é uma sonoridade obscura e inspirada no ocultismo (como podemos notar pela simbologia desta capa e de outras de sua discografia). A primeira música de sua autoria que ouvi foi "Becoming", no set de Aphex Twin no Printworks em 2019 que, alguns anos mais tarde e não por acaso, usei no início do meu set da Escarcéu em janeiro. Esse caráter melancolicamente sinistro é sua marca registrada desde o primeiro álbum homônimo, Ye Gods (2019) — que eu certamente trarei em edições futuras do hot cues — e foi o que me atraiu para o artista.

Se você é fã da franquia Silent Hill, ou de sua trilha sonora, escute este álbum imediatamente. Com pouco mais de meia hora de duração, a maior qualidade de Black Moon é a ambientação fantástica em seu mundo sonoro. Os pads utilizados para construir a base das faixas mergulham você em outra dimensão, preenchida por vozes irreconhecíveis e barulhos nem um pouco agradáveis, num sentido metafórico — apesar de funcionarem muito bem para atingir o efeito desejado, vamos dizer que você não gostaria de escutar isso andando sozinho numa floresta à noite... a não ser que sua curiosidade seja tão mórbida quanto à dos ouvintes mais assíduos de Ye Gods. Eu ouvi o álbum inteiro pela primeira vez durante uma viagem pro interior, e posso atestar que a minha mente viajou pra muito mais longe do que eu.

O álbum não se limita a esse caráter ambiente e assustador, porém. Vez ou outra, ouvimos elementos percussivos e a estabilidade e familiaridade de um kick e linhas de baixo. Temos também a presença de um vocal embebido em processamento, uma característica marcante em faixas de outros álbuns e EPs do artista. Goste ou não, Ye Gods é um projeto cheio de personalidade e coesão nos seus sons e em sua estética. Cada uma das seis faixas de Black Moon residem em seu próprio espaço e evocam diferentes emoções, ainda que perpassem caminhos semelhantes de suspense e escuridão. Acho que a palavra é adequada: ao ouvir isso, sinto como se estivesse abraçando o escuro, o nosso lado sombrio. Vejo isso de forma positiva, pois há certa catarse nesse fenômeno de achar conforto nas dissonâncias, vivenciar o que em teoria não era para ser agradável — e compreender que o que se entende por agradável é, muitas vezes, mera convenção.

Duração: 33' 25";
Lançamento: 4 de abril de 2025;
Gêneros: ambiente, ambient techno, noise, experimental;
Faixa favorita: "Complete Despair & Disrepair" / "The Tower Between The Map & Your Tears";
Links para streaming/compra: Spotify, TidalBandcamp (CD/Vinil disponível), Apple Music



Nala Sinephro — Endlessness (2024)



Na outra ponta do espectro de temáticas, embora não muito distante no andamento e na experimentação, está Endlessness de Nala Sinephro, lançado pela minha queridinha Warp Records. Vocês podem pensar que já viram a arte dessa capa antes, e estão parcialmente certos: a identidade visual lembra muito outro álbum anterior da artista, Space 1.8, que eu trouxe nas recomendações musicais do Dia da Mulher (leia aqui). E a semelhança não é mera coincidência, já que temos essencialmente uma continuação das ideias apresentadas três anos antes: uma fusão de elementos de música ambiente, percussões e ritmos de jazz, seções de orquestração (principalmente cordas) e outros experimentos elaborados em síntese modular — uma forma de composição musical na qual a tentativa, o erro e os acidentes são peças intrínsecas. 

Decidi colocá-lo exatamente aqui por causa da justaposição: enquanto Black Moon é uma viagem sonora ao inferno (no melhor sentido da frase), Endlessness nos leva às nuvens, ao etéreo, à leveza de um céu azul que apreciamos enquanto estamos sentados na grama de um parque, numa tarde de sábado. De certa forma, penso que a artista expandiu os horizontes do que mostrou com Space 1.8, e não caiu no "mais do mesmo" que às vezes vemos acontecer com lançamentos tão parecidos da mesma pessoa — eu inclusive prefiro este, mesmo tendo tantas semelhanças. Aqui, perceba que temos dez faixas nomeadas igualmente de "Continuum", e há um motivo para isso: todas elas servem o propósito de tecer uma imagem contínua do álbum, fazendo uso inclusive de motifs (usar as mesmas ideias rítmicas e/ou melódicas em diferentes músicas ou partes de uma música, para remeter a um conceito ou sentimento já apresentado) em determinados pontos dos quarenta e cinco minutos que passam devagar, e a ideia parece ser de fato essa: desacelerar. Respirar um pouco e permitir que o tempo ande, ao invés de correr, como sempre parece fazer, os ponteiros do relógio sempre contra nossos compromissos e nossos desejos. Pois bem, de vez em quando precisamos de uma pausa, e este álbum é uma ótima escolha de acompanhante. 

Não digo que é uma obra estritamente ambiente, pelo menos não como Ambient 1: Music for Airports (2004), do Brian Eno, porque Endlessness ainda pede um pouco de nossa atenção, um pouco de nossa consciência e escuta ativa; já o Music for Airports é quase uma música de fundo em todos os sentidos, bem mais meditativo e menos "invasivo", se é que vocês me entendem. Isso não é um demérito, eu acho que as duas filosofias de composição têm o seu espaço e seus momentos de brilhar: eu mesmo me vejo apaixonado pelas partes de bateria daqui, cheias de síncope e peças diversas do kit. Como baterista iniciante, é uma grande inspiração do som que podemos tirar desse instrumento — parece que quem fez a gravação no estúdio estava num transe tão profundo quanto quem ouve suas partes. Para quem quer entender o que estou dizendo, sugiro "Continuum 1" e "Continuum 8".

Finalmente, o álbum fecha com "Continuum 10" e, espelhando o que já havia feito da outra vez, Nala Sinephro encerra sua obra em grande estilo, reunindo tudo que houve de melhor nas nove faixas anteriores, e percorrendo todos os sentimentos pelos quais passamos em sete épicos minutos. Só não é a minha favorita porque a "Continuum 3" me fez lacrimejar quando a ouvi pela primeira vez dentro do contexto do álbum. Para uma obra cujo título é a "qualidade de não ter fim", é o melhor ponto de exclamação possível para terminar uma frase tão bonita.

Duração: 45' 23";
Lançamento: 6 de setembro de 2024;
Gêneros: jazz ambiente, jazz experimental, ambiente, eletrônica;
Faixa favorita: "Continuum 3";
Links para streaming/compra: Spotify, TidalBandcamp (CD/Vinil disponível), Youtube, Apple Music




UFO95 — A Brutalist Dystopian Society - part 2 (2026)



Agora que já tivemos boas experiências no conforto de nossa casa com as duas últimas recomendações, chegou o momento clubber do post com o lançamento mais recente de UFO95, DJ e produtor musical francês e residente do Tresor, em Berlim — um dos mais tradicionais e respeitados clubes de techno na Europa. Lançado há pouco mais de seis meses, este triplo LP de quase uma hora e meia traz catorze faixas recheadas de kicks profundos e reverberados, que representam de forma excelente o título de "Sociedade Brutalista Distópica". É um techno bem cru, na medida em que valoriza a repetição como o fio condutor das músicas e sendo a base da hipnose que UFO95 constrói em suas faixas. Dizem que o techno é um gênero mais sentido na mente do que dançado com o corpo. Embora isso possa ser mais ou menos verdade a depender da variante da qual estamos falando (a exemplo do melodic techno, que costuma ser bem alto astral), o que ouvimos aqui é exatamente o que a frase diz, e o que eu particularmente prefiro. São músicas pra se ouvir com os olhos fechados na pista, enquanto você sente os graves do subwoofer entrarem no seu corpo e vibrarem os seus ossos. 

Eu consigo entender que algumas pessoas podem achar entediante, monótono, um "tuts-tuts" repetitivo, sem buildups e drops. A música eletrônica é muito vasta e tem os mais variados tipos de sons, feitos por pessoas muito diferentes entre si, e com públicos também distintos em suas personalidades. Acho que a graça de entrar nesse mundo é justamente essa, de procurar e encontrar os espaços, os sons, e a comunidade com os quais você mais se identifica. Dificilmente você me veria num long set de afro house, por exemplo. Não é a minha praia, mas é a diversão perfeita pra muitas outras pessoas. Analogamente, os sons que ouvimos em A Brutalist Dystopian Society - part 2 é justamente para os amantes daquele techno mais "reto" e "seco", aquelas faixas que te envolvem em graves e não largam a sua mão. E isso é algo que tem mudado em mim desde que ouvi esse álbum.

Antigamente, eu tinha certo receio e preconceito em usar músicas assim nos meus sets: eu ficava entediado com cinco, seis minutos da mesma batida, com viradinhas bem básicas aqui e ali. O que eu queria mesmo eram músicas com muita variação, com mais coisas acontecendo. Hoje em dia, apesar de não ser aquilo que eu mais amo quando se trata de techno, eu aprendi a apreciar esse tipo de faixa no contexto do clube, em particular na construção de sets mais longos: são músicas que "seguram", e podem ser usadas para vários fins musicais, como manter a pista ativa, fazer um mixagem mais longa com outra música, ou até mesmo dar um respiro pra galera tomar uma, sair pra fumar, etc. Isso é uma dinâmica natural de festas de clube importante de ser entendida.

Com isso em mente, este álbum é um vasto acervo de faixas hipnóticas, e que traz sim variações em sua intensidade e intenção. Algumas são mais leves e com enfoque maior no groove, como é o caso de "Absence has shape". Essa é uma das faixas mais dançantes do álbum e tem uma ótima progressão de elementos que se somam ao longo dos minutos, e depois vão desaparecendo, num dos arranjos mais simples que se pode aprender na produção musical, mas que é quase sempre eficaz — o feijão e arroz do techno não costuma falhar. Por outro lado, "Meditation 3" é uma música muito mais urgente e soturna, acentuando o aspecto brutalista e sombrio do disco: papo de ouvir isso jogando Buckshot Roulette ou numa rave clandestina em algum prédio abandonado por aí. O pad que lembra violinos é, na minha opinião, a estrela da faixa, é o que a torna especial. Não é à toa que costumam chamar pads de "cola" da mixagem. Ouçam e vocês vão entender o porquê. Só uma curiosidade: tem um elemento percussivo bem sutil na "Resolution 2" que me lembra bastante um trecho de "Isoprophlex - AKA Isopropanol", clássica dos anos 90 do repertório mais clubber do Aphex Twin.

Eu não cheguei a ouvir A Brutalist Dystopian Society (2024) — a primeira "parte" — mas depois de ouvir o seu sucessor, podem apostar que vou incluir na minha sempre crescente lista de coisas para escutar em breve e, se for o caso, trago meu veredicto aqui no futuro. Se você está com vontade de ir numa rave de techno de respeito, mas está numa noite de quarta-feira e não tem nada de interessante acontecendo na sua cidade, ponha os fones de ouvido — ou, melhor ainda, um bom par de monitores, se tiver —, aperte o play e aproveite os próximos oitenta minutos distópicos. Aos DJs e/ou colecionadores de vinil, um aviso: restam apenas seis unidades no Bandcamp, mas você pode encontrar lojas verificadas no Discogs revendendo.

Duração: 1h 20' 45";
Lançamento: 30 de janeiro de 2026;
Gêneros: techno, raw techno, hypnotic techno;
Faixa favorita: "Absence has shape";
Links para streaming/compra: Spotify, Tidal, Bandcamp (vinil disponível), Youtube, Apple Music



Trackermatte — Planar Mists (2014)




Quero fechar esta primeira seleção musical com um pouco do que foi a minha porta de entrada na música eletrônica: o fantástico mundo do IDM e do braindance. Sério, esse assunto rende um post inteiro, e por isso mesmo vou me restringir a falar sobre a recomendação da vez — este texto já está grande o bastante como está. Dentre as dezenas de opções que eu poderia escolher, hoje quero trazer uma menos óbvia, e também uma descoberta recente: o EP Planar Mists, de um artista chamado Trackermatte, sobre quem pouco consegui descobrir, fora seus perfis nas plataformas de streaming, e o nome Mattias Östling. Lançado pela Occult Research e disponibilizado apenas em versão digital e numa edição limitada em fitas cassete (!) já esgotada, as seis faixas contêm todos os ingredientes de um bom braindance: uma bateria presente que nunca se mantém por muito tempo no mesmo padrão; sintetizadores com uma progressão harmônica envolvente; melodias gentis e suaves; e o mais importante de tudo — a atenção aos detalhes.

Essa é a chave, eu acho: não se ver satisfeito em fazer quatro compassos, copiar e colar várias vezes no Ableton ou no FL Studio e dizer que já fez 3 minutos de música; em vez disso se perguntar de que forma você pode acrescentar ou modificar uma coisinha aqui e ali, por menor que possa parecer, e que vai fazer a diferença ao ouvir a música (e, consequentemente, o EP todo) em seu contexto. Parece ser uma característica do IDM a busca constante por renovar o interesse do ouvinte, e isso não significa necessariamente colocar vários elementos ao mesmo tempo e criar um cenário caótico — embora com certeza seja um caminho possível e frequentemente eficaz. Às vezes, a mágica está no contraste. Você geralmente escuta grooves insanos e complexos de bateria em músicas mais agitadas, que, por sua vez, dificilmente usam timbres e melodias relaxantes em sua composição. Quando juntamos dois elementos que raramente costumamos ouvir juntos, acho que naturalmente surge uma sensação de curiosidade em ouvir mais daquilo. Essa experimentação intrínseca do gênero é parte do que confere a ele essa beleza misteriosa pela qual eu e tantas outras pessoas nos vemos atraídos.

Diferentemente do álbum de UFO95, que tem elementos e sensações parecidas durante toda sua duração, aqui cada faixa apresenta ideias bastante distintas em termos de humor e frases musicais, porém ainda dentro dos "ingredientes" que eu mencionei no início — por isso mesmo as suas favoritas provavelmente serão diferentes das minhas. Apesar disso, eu sinto que os sons que escuto aqui condizem muito com a arte ridiculamente linda da capa (eu sou apaixonado por símbolos e formas geométricas abstratas). Pode ser só uma sinestesia da minha cabeça, mas consigo perceber os elementos de natureza e essa atmosfera meio "mística" nas faixas, especialmente na "Wind Through The House" e "Lost In A Field", que é a minha favorita e me dá a sensação de ser criança e estar correndo por aí num gramado enorme. Essas duas me dão um sentimento de diversão e alegria, é genuinamente gostoso de ouvir. Outras me soam mais nostálgicas, como "Dark Door" e "Sunspire", mas de um jeito bom, prazeroso, sem muita melancolia envolvida. As pessoas costumam usar em inglês a palavra lush, que significa "exuberante", para descrever esse tipo de som. E a palavra é correta nos dois idiomas. 

Eu gosto de EPs porque eles permitem que você seja introduzido a um gênero ou a um artista sem que você precise sentar por quase uma hora pra ouvir um álbum propriamente dito. Este aqui mesmo não tem nem meia hora, e sabe como foi que eu ouvi ele? No meu intervalo de almoço de um dia qualquer. E foi um jeito incrível de tirar a minha cabeça do trabalho e ao mesmo tempo ouvir com atenção uma coisa diferente. Eu sei que cada um tem sua relação e seus rituais com a música e com as formas de consumi-la, mas acho legal de vez em quando pescar alguma coisa que você nunca viu na vida e colocar pra tocar em algum momento inócuo do seu dia — assim a surpresa é melhor quando a descoberta é boa!

Para quem ouviu Planar Mists e quiser mais do IDM/braindance, as opções são múltiplas: você pode ouvir mais da discografia do Trackermatte, procurar outros artistas parecidos por conta própria (o que é muito divertido), ou voltar aqui no gabesness; daqui a algum tempo e conferir outras recomendações, porque nunca vai faltar isso por aqui!

Duração: 27' 35";
Lançamento: 1 de agosto de 2014 (feliz 12 anos! ┌iii┐♡);
Gêneros: IDM, braindance, experimental, ambiente;
Faixa favorita: "Lost In A Field" / "Wind Through The House";
Links para streaming/compra: Spotify, Tidal, Bandcamp, Youtube, Apple Music



Lado B

Enfim, acho que esse EP foi uma ótima escolha pra finalizar o post. Pensei em colocar mais um, mas achei cinco demais, afinal eu realmente quero que as pessoas parem e escutem essas obras — e só essas quatro já passam de três horas de música, então está bom por hoje. O hot cues é ainda um quadro em construção, então ter um feedback seria muito útil pra mim. O texto ficou muito longo? Poderia ter sido mais sucinto, ou mais generoso nos meus pensamentos? Foram obras demais? De menos? O que mais gostariam de ver por aqui? Tudo isso quero saber pra ir adaptando o formato de modo que todo mundo possa aproveitar as recomendações o máximo possível. Também vou me decidir se mantenho o widget do Spotify ou se coloco o do Bandcamp, afinal prefiro que vocês sejam direcionados pra lá pra apoiar mais os artistas — embora, por outro lado, o Spotify seja melhor pra quem tem o aplicativo no celular. É preciso aceitar que estamos em 2026 e pouca gente vai ler isso num computador ou notebook. Estou torcendo para que os widgets não quebrem em navegadores mobile...

Mais sobre os bastidores em edições futuras. Por ora, deixo vocês com a música. Vocês podem encontrar mais do projeto ARK YVES aqui:

Meus links:



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