sábado, 13 de março de 2021

Pós-créditos #4 — Clímax

Parece que o espírito de crítico realmente voltou; além dos livros, agora também os filmes voltam a ser tema de escrita aqui no blog (já faz quase um ano desde a última vez, na qual falei do incrível indie Faults). O hiato se quebrou por um motivo muito simples: assistir a este filme foi uma experiência inesquecível, no sentido mais literal da palavra e não necessariamente com conotações secundárias sobre sua qualidade. Um filme que vi há menos de doze horas e já vim correndo para cá falar sobre ele.


Clímax



Ficha técnica

Ano: 2018
Gênero: Terror, Drama, Musical
Direção: Gaspar Noé
Duração: 97 min (1h37)

Sinopse

Um grupo de jovens dançarinos se reúne em um ginásio escolar vazio e remoto para ensaiar sua coreografia em uma fria noite de inverno. A festa, que perdura a noite toda, logo se transforma em um pesadelo alucinante ao descobrirem que a sangria estava batizada com LSD. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Posfácio #5 — Matadouro-Cinco

 Estive ausente das resenhas literárias por um bom tempo, mas hoje retorno com uma verdadeira bomba (quase literalmente). Há muito o que se dizer hoje, então vamos falar de um dos livros que mais me matou por dentro. É assim mesmo.

Matadouro-Cinco ou A Cruzada das Crianças: Uma Dança Compulsória com a Morte



Autor: Kurt Vonnegut, Jr.
Ano: 1969
Gênero: Ficção científica, ficção histórica, novela de guerra

Sinopse

Eleito pela Modern Library como um dos 100 melhores romances de todos os tempos, Matadouro-Cinco, um clássico americano, é um dos grandes livros antiguerra do mundo. Centrado no infame bombardeio da cidade alemã de Dresden, a odisseia de Billy Pilgrim através de suas viagens no tempo reflete a jornada mítica de nossas próprias vidas fraturadas enquanto buscamos um significado naquilo em que mais tememos. [Traduzido da sinopse da edição em inglês].

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Adeus, 2020. Adeus, Flash.

Talvez você já tenha reparado que, ao abrir seu navegador, uma mensagem recorrente tem aparecido: algo sobre um tal Adobe Flash Player não ser mais suportado após dezembro de 2020. Para muitas pessoas, o fim do serviço pode não significar muita coisa, e é pouco provável que elas percebam a mudança, até porque a transição para outras tecnologias tem sido bem antecipada e gradual — a Adobe havia anunciado a descontinuidade do Flash em 2017, portanto houve bastante tempo para as adaptações adequadas. Porém, para quem está aqui há mais tempo como eu, o Flash representa uma grande, grande parcela do conteúdo de uma internet dos dias de infância e/ou adolescência, uma época anterior aos grandes detentores do tempo dos usuários, antes do Facebook, YouTube, Instagram. O texto de hoje é uma visita ao passado do Adobe Flash Player e também de todos os que cresceram com ele. Nada mais apropriado para uma despedida.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

o escritor desabafa outra vez neste fim de ano

Fim de novembro. Parece-me que minha meta imaginária de publicar um texto por mês neste blog se vê mais uma vez comprometida. Não que eu me importe tanto assim, eu costumo respeitar o ritmo da minha inspiração mais do que os meus próprios, às vezes. Apesar disso, vejo este site bem encaminhado pelos meses que virão a seguir. Ainda restam alguns rascunhos a se explorar. Esta publicação, por outro lado, não é um deles. Seu nascimento veio, como já se pode imaginar, de uma necessidade repentina de escrever sobre o escrever. Parece-me também que aqui se encontra um amontoado de reclamações e súplicas literárias que outrora comporiam páginas de um caderno qualquer. Mas, se me permite uma pequena confissão, eu não era muito adepto do papel e da caneta quando comecei a escrever. Havia algo de interessante em digitar. Acho que a melhor vantagem para mim sempre foi a velocidade. Quase sempre eu penso em várias coisas diferentes ao mesmo tempo quando faço um novo texto. Ideias contrárias, complementares, tangentes, comentários adicionais, decisões estéticas — tudo isso corre muito rápido dentro de mim, e às vezes é difícil acompanhar. Quando estou digitando, porém, tenho a sensação de que as teclas conseguem acompanhar as sinapses razoavelmente. Tenho tido aventuras em papel, sim, mas são experiências sensorialmente diferentes. Escrever para o gabesness; é um trabalho que gosto que seja digital. Gosto de ouvir o som do teclado e do meu progresso gradual, frase a frase. É gostoso. Mas não é tudo. Passam-se os dias, passam-se os meses, e volta e meia torno a salivar pela escrita literária, pelos contos, pelos poemas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

gabesness.com — novo site, antigas memórias

Se você ainda não percebeu, tem uma pequena diferença neste blog. Sutil, mas marcante. Se você reparar na URL (o endereço), o site agora é, oficialmente, gabesness.com! Não tem mais o "blogspot" no meio. Depois de quase dois anos escrevendo aqui, eu decidi que era hora de dar um passo a mais e comprei um domínio personalizado. Pode não parecer muito (também não foi nem um pouco caro para mim), mas sempre dá uma pontadinha de orgulho e felicidade ao ver cada pequeno crescimento, cada pequena decisão que deixa o que você faz do jeitinho que você imaginou. Comemorando a mudança do site, quero compartilhar minha estrada até aqui. Tenho muita coisa a falar. É sobre essa gratificação gradual que decidi escrever.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

SIGAA 2.0 — Consertando o sistema de matrículas com Prolog

Acho que pela primeira vez a minha procrastinação quanto aos textos do blog me trouxe benefícios. O assunto de hoje está muito em pauta entre meus conterrâneos de faculdade, pois é época de rematrícula. Só esperemos que isso nos renda um pouquinho mais de visibilidade, não é verdade?

No último post sobre Prolog (leia aqui), eu falei sobre os fundamentos essenciais do paradigma declarativo de programação e o básico dessa linguagem em particular. Agora, eu lhes apresento o meu projeto extracurricular. Se eu não tivesse focado em outras coisas naquela época, ele até poderia ter ido pra frente, porque eu consigo enxergar certa utilidade nele. Por esse mesmo motivo, o post de hoje terá apenas o conceito principal, a estrutura e alguns aprimoramentos que eu tinha pensado para o meu projeto. Simbora que é dia de reclamar!

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Jogos online que você (provavelmente) já jogou

Eu só gostaria de reiterar que a internet do início dos anos 2000 — em especial, a brasileira — é um lugar bastante peculiar. Algumas coisas que vocês podem ver aqui pode causar fortes sentimentos nostálgicos.

Vez ou outra, a gente se pega relembrando o passado. E a internet é um lugar bastante promíscuo para reviver as memórias, uma vez que está tudo registrado nos mares interconexos da web. Outro motivo é que a minha infância se deu praticamente online; eu morava numa rua bastante deserta e não saía com amigos até os 13, 14 anos, então a minha maior companhia era meu computador. O primeiro que tive foi um belíssimo Windows 98, com o monitor branquinho e de tubo, teclado igualmente branco. Uma relíquia nos dias de hoje que, apesar de não ter 10% da potência do meu atual, eu o manteria comigo pela lembrança e nostalgia.

Enquanto eu descobria o mundo virtual, uma coisa que me prendia durante horas em frente ao computador eram jogos online. Apesar de eu ser um cliente frequente dos jogos em flash do Click Jogos, encontrar esses jogos povoados por outras pessoas foi uma revolução para a minha cabeça de oito anos de idade. Eu os joguei durante muito tempo, alguns mais, outros menos. Hoje, reúno aqui uma pequena lista de jogos que você talvez conheça ou já tenha jogado.