segunda-feira, 3 de agosto de 2026

hot cues — 7/26


Mais uma vez, os interesses se conectaram: parece que a última publicação de recomendações musicais agradou a muitos de vocês, tanto os que já eram leitores do blog quanto os que conheceram através do alter ego de discotecagem. E, na verdade, eu já venho há um tempo considerável pensando em trazer conversas musicais aqui para o blog: sobre mixagem, arranjos e, é claro, músicas e artistas nos quais me espelho e cujos trabalhos me trazem inspiração. É uma pena que o formato escrito talvez não seja o mais eficaz para se abordar determinados assuntos, pelo menos não da forma como eu idealizei originalmente. Vídeos seriam uma boa, mas não sei se tenho tempo e dedicação suficientes no momento para fazer isso com qualidade — nos textos, pelo menos, eu me garanto.

Sendo assim, considerem estreado um novo quadro no blog, o hot cues! De tempos em tempos, vou selecionar algumas das coisas que andam frequentando os meus fones de ouvido — álbuns, EPs, compilações... enfim, música de todos os gêneros (dentro das minhas limitações subjetivas de ouvinte) —, trazendo as minhas impressões e os porquês de aqui estarem, e dessa vez coloquei widgets para que vocês possam ter uma prévia! Recomendo ler o texto ouvindo, por sinal: foi a forma como eu escrevi e acho que pode acrescentar bastante à experiência de vocês. O motivo para o nome se deve ao fato de ser uma ferramenta usada no mundo dos DJs, e um DJ é, antes de tudo, um colecionador de um grande acervo, e também um selecionador desse acervo para apresentar ao público uma ideia, uma história sonora. Tudo que possa ser interessante e, com frequência, diferente. Eu também adoraria ouvir a opinião de vocês e suas recomendações, afinal, a música é um diálogo constante entre aquilo que conhecemos e aquilo que ainda estamos por conhecer. Boa leitura e boa escuta para todos!

segunda-feira, 9 de março de 2026

Recomendações musicais do Dia Internacional da Mulher

Acho que a esta altura do campeonato, não é mais necessário dizer que os hiatos entre publicações são frequentes. Não está sendo fácil conciliar uma criatividade multifacetada, que passeia entre literatura, música, jogos, etc.,  com uma cabeça em constante bagunça, e com o expediente exaustivo e massacrante de bancário (sério, às vezes sobreviver à agência na qual trabalho é uma tarefa hercúlea, e definitivamente pode ter causado algumas sequelas). Mas não pensem que esqueci do meu cantinho na internet. Muito pelo contrário, agora que mais um ciclo da minha vida está para se fechar (do qual falarei em breve), será a hora de reorganizar a agenda para alocar uma porção mais generosa do meu tempo para um hobby que há muito deixei de nutrir como deveria: a escrita. Tudo em seu tempo, porém. Uma publicação de cada vez. Seja como for, decidi vir aqui hoje pela ocasião da data.

Primeiramente, desejo a todas as leitoras do blog um feliz Dia da Mulher! Espero que vocês passem a data com quem amam e que sejam valorizadas como devem ser. No dia de hoje (e continuando um pouco o espírito da publicação anterior), pensei em trazer aqui algumas mulheres do mundo da música cujo trabalho me cativa. Como serão várias, não vou fazer uma análise tão meticulosa como eu gostaria para manter a brevidade, mas caso vocês se interessem por esse tipo de post, pode ser um assunto interessante no futuro! Também gostaria de enfatizar que, embora não sejam, talvez, artistas de renome mundial ou ícones de seus gêneros, são pessoas que eu acompanho e gosto do som, que foram importantes para mim em alguma medida: uma música, um EP, ou um álbum que me marcou de alguma forma. No final do texto, vou deixar também outros nomes para quem quiser um pouco mais de referências, mas quero dar enfoque naquelas que eu conheço. Então, sem mais delongas, vamos lá!

sábado, 20 de setembro de 2025

ARK YVES – como me tornei DJ

 Já faz muitos e muitos anos que eu escrevo. Embora a minha história com a escrita não seja assunto para hoje, basta dizer que, como alguns podem lembrar da primeira publicação, eu já tentava a sorte com as palavras em outro blog lá pelo final de 2010. Não apenas isso, mas também concebi uma ou duas histórias que a minha inexperiência nunca me permitiu concluir (destino comum da maioria das que criei até hoje), mas que foram muitíssimo beneficiadas pela imaginação fértil e irrestrita da qual qualquer criança de dez anos pode desfrutar. Sem pressão e sem preocupações, tanto literárias quanto cotidianas, minhas mãos pueris eram livres como animais silvestres, e o lápis voava e voava pelas páginas sem fim, falando sobre personagens e lugares que pareciam cada vez maiores e mais interessantes. É claro que, hoje em dia, a qualidade do que tenho escrito é incomparavelmente melhor; há cuidado com o vocábulo, com a construção frasal e, se eu quiser me fingir de escritor sério, diria que também há planejamento — ou pelo menos a sua versão mais rudimentar possível, a primeira categoria logo acima do aleatório. Com isso, posso concluir que todos esses anos, todas as tentativas e esforços foram essenciais para que as ideias melhorassem, para que as frases se polissem e, mais importante que todo o resto, para que eu fosse capaz de discernir que partes estavam boas, quais necessitavam de retoque, e quais não serviam de jeito nenhum. Foi uma longa, porém perceptível evolução. E mesmo que ela ainda esteja acontecendo, pois nunca acaba, sinto-me orgulhoso e feliz com o que ponho para fora.

O propósito deste prólogo é introduzir e enfatizar a importância da prática e, mais especificamente, do erro, em qualquer área criativa. É conhecimento que se constrói puramente com experiência; não há teoria suficiente que o prepare por completo para isso. É possível aprender, em pouco tempo, sobre estruturas literárias, seus gêneros, jeitos formais e informais de usar o português, as palavras, os sinais de pontuação, e todos esses são aspectos importantes do escrever. Mas inegavelmente a prática constante e teimosa é o que confere ao escritor — ao artista — o seu tato; a sua intuição criativa, o instinto para o que funciona e o que precisa ser refeito, o refinamento do seu gosto subjetivo do que lhe agrada como mestre de sua própria habilidade. Digo isso porque me vejo agora interessado em adquirir uma nova habilidade, um novo poder. E preciso aceitar a inevitável mediocridade que vem com os primeiros passos.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

25

25 de dezembro de 2024

As pessoas, e em particular eu mesmo, têm a tendência de encontrar significados onde se menos espera. Em meio à sequência de eventos em sua esmagadora maioria repetitivos que nos vemos forçados a viver e reviver dia após dia, há um ou outro que foge da rotina – a humanidade ainda não domesticou o acaso. E nesses intervalos de tempo, nesses acontecimentos súbitos que nos parecem transportar para outro mundo (apesar de, na verdade, reafirmarem que a natureza é assim, aleatória, para todas as espécies que dela vieram), procuramos um sentido, uma causa para aquilo. Embora a segunda seja palavra correta para a situação, o mesmo não pode ser dito da primeira. Como exemplo, posso dizer que todos os eventos do mês de dezembro foram causas, direta ou indiretamente, para que eu tivesse a ideia de escrever uma última vez no ano neste blog, no intuito de falar sobre os meus recém-completados 25 anos. Causaram, também, com que eu não tivesse o tempo (ou melhor, a energia) para fazê-lo no dia do meu aniversário, e fizeram com que eu me visse no dia do Natal, outro 25, com a disposição de trabalhar no texto mais uma vez. E então, encontramos o significado onde não há, criamos um propósito, adicionamos nossa marca registrada que é a "razão de ser": falemos, no dia 25, sobre os meus 25 anos, e também sobre o ano de 2025. Está aí meu presente para os leitores. Na escrita e na vida, a arte de fazer o acidente parecer premeditado é uma habilidade valiosa.

domingo, 27 de outubro de 2024

Pós-créditos #8 – O Lobo de Wall Street

O Lobo de Wall Street


Ficha técnica

Ano: 2013
Gênero: Drama, crime
Direção: Martin Scorsese
Duração: 180 min (3h00)


Sinopse

Um corretor de ações de Nova Iorque se recusa a cooperar com uma investigação envolvendo fraude e corrupção em Wall Street, o mundo bancário corporativo e infiltração da máfia. Baseado na autobiografia de Jordan Belfort. [Traduzida do Letterboxd]

domingo, 23 de junho de 2024

Diários do Tabuleiro #1 – Campeonato Sergipano de Xadrez Rápido 2024

 Não me recordo ao certo se já mencionei o interesse pelo xadrez por aqui, porém se não o fiz, com certeza é uma falta grave. O xadrez tem me acompanhado há muitos anos, até mais tempo do que o próprio blog. Lembro distintamente das noites em que eu voltava da UFS, ainda no primeiro período em 2018, esquentava no microondas a comida que tinha sobrado do almoço (eu almoçava muito cedo e antes da minha família porque as aulas começavam às 13h) e, jantando sozinho com a luz da cozinha apagada, colocava meu celular na mesa e assistia ao primeiro canal de xadrez que encontrei: o canal do Renan Araújo. Inclusive, ele também tem um blog, o Vila do Renan que, apesar de inativo, vou deixar o link para você conferir o conteúdo que ele já produziu, tem muita coisa boa. Mas irei deixar os detalhes sobre os primórdios da minha jornada enxadrística para uma outra publicação. Decidi começar uma nova série no blog, na qual vou falar sobre os campeonatos que jogo, meus treinos, e o que mais vier sobre esse mundo infinito que é o xadrez. E, como estreia, nada melhor do que falar sobre a minha participação no Campeonato Sergipano de Xadrez Rápido 2024, que rolou nesse sábado, dia 22. Hoje vou organizar o texto primeiro falando sobre o dia do torneio de modo geral, trazendo um apanhado das rodadas e do resultado final, e depois vou tratar das partidas mais concretamente – e também trazer fotos e outras novas tecnologias para o blog!

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Hábitos saudáveis para se cultivar no início da década

Se eu tivesse o tanto de publicações quanto tenho de rascunhos, possivelmente o blog não teria ficado tanto tempo em hiato. Enquanto fazia o "planejamento" de 2024 — e por planejamento quero dizer uma vaga pilha de ideias com traços de coesão e noções de agenda —, pensei em revisitar aqueles textos que ficaram pela metade e ver o que seria possível fazer com eles. Foi uma das maneiras que encontrei de reestabelecer certa frequência de publicações, e também de aproveitar os pensamentos que ficaram por concluir, dar-lhes o fechamento que merecem, afinal toda frase precisa de um ponto.

Este post em particular teria sido o primeiro de 2020, por isso tem o título que tem. Para compor o texto, eu decidi preservar tudo que escrevi na época, sem tirar nem editar, e também acrescentar tanto uns breves comentários quanto uma ou duas seções que o tempo cochichou no meu ouvido. Notas do futuro. Acho que podemos chamar desse jeito. Enfim, aproveitem essa viagem ao passado recente!

Feliz ano novo! Perdoem-me o meu mês de atraso, este é o primeiro texto 100% redigido em 2020. Como podem ter visto, já comecei a publicar na década nova, com mais uma resenha para a série posfácio (que você pode conferir clicando aqui). Mas meus trabalhos blogueiros começam aqui e agora. Decidi, então, escrever sobre algo bem leve e ter uma conversa mais amistosa com meus leitores. Neste ano, fiz algumas metas para realizar até o próximo trinta e um de dezembro. Penso que alguns de vocês também tenham esse desejo, porém ainda não saibam exatamente o que colocar. Por isso, hoje trago algumas coisas a se colocar em prática e dou algumas dicas ou detalhes sobre cada uma delas.

domingo, 25 de fevereiro de 2024

Planos para 2024

 Devo aos meus leitores um sincero pedido de desculpas. A última publicação em que trato de algum aspecto pessoal meu, ou em que abordo assunto mais complexo que simples críticas de filme, é de junho de 2022. Muito tempo. Tempo demais. Sem querer repetir o que certamente nos demais textos já está abundante, mas arriscando ainda assim fazê-lo, é provável que nesse meio tempo eu tenha me perdido. A verdade é que os últimos meses (e, em particular, os últimos dias) têm sido uma intensa batalha entre partes de mim mesmo, algumas as quais eu nem sequer sabia da existência, e outras que francamente me assustam. Apesar disso, posso informar que estou tentando. Quem quer que seja esta nova pessoa que em mim reside, esse ser de indecifrável mistério e de estranheza mórbida, posso atestar que ele tenta, a passos incertos e talvez desesperados, encontrar o caminho de volta. Porém, não é disso que venho falar hoje. Essas desculpas que aqui peço a vocês que ainda continuam por aqui — e também a mim mesmo — também contextualizam o tópico desta publicação. Vamos conversar um pouco sobre quais serão os rumos do gabesness; no ano de 2024.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Pós-créditos #7 — Angel's Egg

 Angel's Egg

Capa do filme

Ficha técnica:

Ano: 1985
Gênero: ficção científica, fantasia, mistério
Direção: Mamoru Oshii
Duração: 71 min (1h11)

Sinopse:

Uma garota misteriosa vaga por uma paisagem desolada e sobrenatural, carregando um grande ovo. [Traduzida do Letterboxd]

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Pós-créditos #6 — Não se Preocupe, Querida

Geralmente quando eu faço uma resenha de filme, duas coisas costumam ser verdade: eu escrevo pouco tempo depois de assistir e não vejo nenhuma outra opinião. O primeiro hábito eu tenho porque a motivação sempre é maior quando o filme está fresco na mente: as ideias estão mais claras, as impressões mais vívidas, e eu quase sempre perco o fio da meada quando passo muito tempo para escrever (não só as críticas, mas qualquer coisa de modo geral). A crescente pilha de publicações em rascunho não me deixa mentir. E quanto ao segundo hábito, é a maneira que encontrei de trazer do melhor jeito as minhas primeiras impressões, o que eu pude notar e deixar de notar por conta própria, além de também evitar "copiar" resenhas de outras pessoas. Dito isso, no Pós-créditos de hoje, iremos analisar um filme com uma premissa bem interessante e ambiciosa. Será que ele consegue entregar uma execução à altura? Vamos descobrir.

Não se Preocupe, Querida


Ficha técnica

Ano: 2022
Gênero: Suspense, Drama
Direção: Olivia Wilde
Duração: 123 min (2h03)

Sinopse

Uma dona de casa dos anos 50 morando com seu marido em uma comunidade experimental e utópica começa a temer que a glamourosa empresa para a qual ele trabalha possa estar escondendo segredos perturbadores. [Sinopse traduzida do site Letterboxd]

quinta-feira, 30 de junho de 2022

a baixa porém perceptível amplitude de um oceano em calmaria

 Faz muito tempo que não escrevo para o blog. Muito mesmo. E eu achando que esse seria o ano em que as postagens mensais engatariam. Outra vez, deixei passatempos para lá, livros que poderia ler, filmes que poderia assistir, textos que poderia (e deveria) ter escrito. Os planos que tinha foram facilmente substituídos por outros que as circunstâncias me impuseram. Na verdade, foram muito poucas as coisas que eu supunha sobre este ano que se tornaram realidade. A minha vida mudou tanto em tão pouco tempo que ainda estou processando o impacto do soco, o rosto começou a ficar dormente só agora. O jeito é esperar que o hematoma não seja muito grande.

Lembro-me de que o último texto teve muito a ver com o tema de identidade, e não me sinto particularmente feliz em informar que pouco progresso aconteceu de lá para cá. Ou, se houve, ainda não consta no sistema. Recentemente comecei a trabalhar em um banco, então as analogias estão calibradas conforme o mundo burocrático de procedimentos administrativos e contratos de entrelinhas intermináveis. Tentarei, porém, manter um grau aceitável de poesia na prosa; não quero que minhas frases fiquem tão inertes quanto os computadores quase inoperantes da minha agência. Eu sou um escritor tão bom quanto minha organização mental me permite ser; por isso mesmo é que já me desculpo de antemão pelas palavras despejadas ao acaso nisso que quero considerar um retorno.


domingo, 2 de janeiro de 2022

as mãos que seguram a fotografia

Ainda é o segundo dia do ano e já me vejo a redigir um novo conteúdo para o blog, para a minha companhia inseparável, que por tantas aventuras e por tantos desastres me acompanhou. Ainda que eu não saiba exatamente quando vá finalizar ou publicar este texto, parece que eu vim cedo desta vez. É relativo. Para quem está habituado em produzir lá para os dias vinte e tantos do mês, escrever ainda na primeira semana pode soar como maior comprometimento; ou, como outros podem notar, como a compensação da falta de material no mês anterior. O copo d'água está meio cheio, ou meio vazio, o excesso ou a falta estão nos olhos e não na realidade. Eu acredito que já está na hora de eu encher o resto do meu copo — ou beber o que há nele de vez.

Como escritor, eu frequentemente me encontro em situações contraditórias — meu senso de humor as consideraria engraçadas também. Parte do modo como enxergo a vida, e já mencionei isso algumas vezes por aqui, é crer que a partícula fundamental da felicidade são os momentos. Estou convicto de que são eles que constroem, pedacinho a pedacinho, a imagem final e completa de nossa memória, o retrato analógico e penosamente revelado do que foi nossa vida. Das mais variadas durações e de diversos graus de importância, os momentos a que me refiro são os intervalos de tempo dos quais nunca nos esquecemos, seja pela boa sensação que nos afaga a cabeça ou pelas lágrimas que cicatrizaram sobre nossas bochechas. Esses instantes que o tempo não apaga, que a rotina não empalidece, que os anos não devoram — são esses que nos definem, que moldam o modo como se enxerga e como se sente o mundo e as pessoas. Já faz alguns anos que sou um fiel adepto dessa ideia, e é aí onde está a ironia. Dia sim, dia não, eu recolho minhas memórias em uma escrivaninha imaginária e as fico admirando. Nessas horas, é inevitável questionar: que farei com elas?

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Pós-créditos #5 — Duna

Tem muito tempo que não escrevo uma resenha. Na verdade, tem muito tempo que não escrevo nada de modo geral, nem na literatura nem no blog. Sei que o hiato foi longo, e desde já me desculpo, embora eu não tenha a intenção de explicá-lo aqui e agora. Esta pequena introdução é só para dizer que, por esse motivo, talvez esta crítica não se compare às demais que já fiz, e talvez nem faça justiça ao filme da vez. Mas gostei demais dele para não escrever nada aqui, então sejam bem-vindos a mais uma publicação da série Pós-créditos!

Duna


Ficha técnica

Ano: 2021
Gênero: ficção científica
Direção: Dennis Villeneuve
Duração: 155 min (2h35)

Sinopse

Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido com um destino além de sua compreensão, deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para assegurar o futuro de sua família e de seu povo. Enquanto forças malévolas entram em conflito pelo monopólio do recurso mais precioso existente — uma especiaria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade —, apenas os capazes de conquistarem seus medos sobreviverão. Baseado no livro homônimo de Frank Herbert [Sinopse traduzida do site Letterboxd].

terça-feira, 15 de junho de 2021

O fim inacabado de uma vida interminável

 Pare o que está fazendo agora. Esqueça-se dos planos que tinha para hoje à noite, e venha até mim escrever o que sente. Faça a única coisa que realmente sabe fazer, e coloque-se numa vitrine repleta de frases soltas, textos soltos, pedaços desconexos, jamais finalizados. Observe os livros de sua estante, todos com marca-páginas em posições mais ou menos intermediárias, todos eles. Note as folhas de sulfite da gaveta, um amontoado carente de conclusões. Os arquivos pela metade, as ideias nunca polidas, as sentenças sem ponto final. O oceano sem fim de fins inalcançados. Vê um padrão na incompletude de sua vida?

segunda-feira, 31 de maio de 2021

A solidão partilhada de Death Stranding

 Eu escrevi aqui pela última vez há mais ou menos um mês e meio, mas parece que foi há tanto tempo... Muito me aconteceu desde então. Depois de quase quatro anos, voltei a ter episódios de bastante ansiedade, e fazer coisas simples que não me eram nenhum esforço agora pareciam tarefas bem árduas. Pouco consegui fazer de minhas semanas, senti-me tão sozinho quanto há três anos, alguns meses antes de começar este próprio blog. Uma das poucas coisas que ainda me divertia eram os jogos, e eu estava para jogar um que tinha dividido com meu amigo Murilo uns meses atrás. Foi o que fiz. Devo dizer, depois de setenta horas jogadas, que Death Stranding foi um dos melhores jogos que joguei nos últimos tempos, não apenas pelo jogo em si, mas também por ter me servido como maior companhia nessa época de incertezas, medos e solidão por que passo. Justamente por isso, apesar de o jogo ser muito bom em vários aspectos, eu decidi focar nos principais que me cativaram: a narrativa solitária e a ambientação melancólica (mas não tanto assim). Já aviso, como o jogo é de 2019 e eu quero muito falar em detalhes, tem spoiler por toda a parte.

sábado, 17 de abril de 2021

Posfácio #6 — Metodologia de Pesquisa para Ciência da Computação

O livro da vez é um pouco diferente dos que eu costumo resenhar aqui, mas, como o blog também se trata de computação, e como foi uma experiência incomum para mim lê-lo, acho que vale a pena trazê-lo para cá. A propósito, é possível que mais desse gênero façam uma aparição, eu estou numa fase mais "estudantil" de leituras, digamos assim.


Metodologia de Pesquisa para Ciência da Computação




Autor: Raul Sidnei Wazlawick
Ano: 2009
Gênero: Pedagogia

Sinopse:

A presente obra condensa mais de 16 anos de experiência na orientação de trabalhos de graduação, especialização, mestrado e doutorado. O livro apresenta o tema “metodologia da pesquisa” de forma agradável, fundamentada e baseando-se sempre em histórias ilustrativas sobre como fazer e também como não fazer um trabalho terminal de curso de computação. A ênfase principal do livro está na caracterização do trabalho científico em ciência da computação, visto que a experiência do autor em bancas examinadoras e na avaliação de artigos científicos demonstra a dificuldade que muitos alunos de computação têm em compreender e aplicar a metodologia científica a seus trabalhos. [Retirada da página do livro na Amazon]

sábado, 13 de março de 2021

Pós-créditos #4 — Clímax

Parece que o espírito de crítico realmente voltou; além dos livros, agora também os filmes voltam a ser tema de escrita aqui no blog (já faz quase um ano desde a última vez, na qual falei do incrível indie Faults). O hiato se quebrou por um motivo muito simples: assistir a este filme foi uma experiência inesquecível, no sentido mais literal da palavra e não necessariamente com conotações secundárias sobre sua qualidade. Um filme que vi há menos de doze horas e já vim correndo para cá falar sobre ele.


Clímax



Ficha técnica

Ano: 2018
Gênero: Terror, Drama, Musical
Direção: Gaspar Noé
Duração: 97 min (1h37)

Sinopse

Um grupo de jovens dançarinos se reúne em um ginásio escolar vazio e remoto para ensaiar sua coreografia em uma fria noite de inverno. A festa, que perdura a noite toda, logo se transforma em um pesadelo alucinante ao descobrirem que a sangria estava batizada com LSD. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Posfácio #5 — Matadouro-Cinco

 Estive ausente das resenhas literárias por um bom tempo, mas hoje retorno com uma verdadeira bomba (quase literalmente). Há muito o que se dizer hoje, então vamos falar de um dos livros que mais me matou por dentro. É assim mesmo.

Matadouro-Cinco ou A Cruzada das Crianças: Uma Dança Compulsória com a Morte



Autor: Kurt Vonnegut, Jr.
Ano: 1969
Gênero: Ficção científica, ficção histórica, novela de guerra

Sinopse

Eleito pela Modern Library como um dos 100 melhores romances de todos os tempos, Matadouro-Cinco, um clássico americano, é um dos grandes livros antiguerra do mundo. Centrado no infame bombardeio da cidade alemã de Dresden, a odisseia de Billy Pilgrim através de suas viagens no tempo reflete a jornada mítica de nossas próprias vidas fraturadas enquanto buscamos um significado naquilo em que mais tememos. [Traduzido da sinopse da edição em inglês].

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Adeus, 2020. Adeus, Flash.

Talvez você já tenha reparado que, ao abrir seu navegador, uma mensagem recorrente tem aparecido: algo sobre um tal Adobe Flash Player não ser mais suportado após dezembro de 2020. Para muitas pessoas, o fim do serviço pode não significar muita coisa, e é pouco provável que elas percebam a mudança, até porque a transição para outras tecnologias tem sido bem antecipada e gradual — a Adobe havia anunciado a descontinuidade do Flash em 2017, portanto houve bastante tempo para as adaptações adequadas. Porém, para quem está aqui há mais tempo como eu, o Flash representa uma grande, grande parcela do conteúdo de uma internet dos dias de infância e/ou adolescência, uma época anterior aos grandes detentores do tempo dos usuários, antes do Facebook, YouTube, Instagram. O texto de hoje é uma visita ao passado do Adobe Flash Player e também de todos os que cresceram com ele. Nada mais apropriado para uma despedida.